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Seca no sul do Piauí causa perdas de 80% na soja e 70% no milho.


A agricultura piauiense pode registrar na Safra 2015/2016 o maior prejuízo da história, devido, talvez, à pior seca até o momento (re)conhecida no Estado. Culturas como soja, milho, feijão,arroz de sequeiro e mandioca estão diretamente afetadas pelo calor excessivo e a ausência de chuvas durante os meses de dezembro/2015, fevereiro/2016 e março/2016, o que deverá acarretar em perdas milionárias aos produtores, ainda não calculadas pelos órgãos oficiais.

O período seco e quente ocasionou grande estresse hídrico para as fases vegetativas e reprodutivas dessas plantas, tanto nas áreas baixas quanto no planalto (Serras, Cerrado).

Nos últimos 04 (quatro) meses a precipitação acumulada na cidade de Santa Filomena, no sudoeste do Piauí e a 910 quilômetros da capital, Teresina, foi de 823,5 milímetros, assim (mal) distribuídos: DEZEMBRO/2015 - 57,5 milímetros; JANEIRO/2016 - 585,0 milímetros; FEVEREIRO/2016 - 38,5 milímetros; e, finalmente, MARÇO/2016 - 142,5 milímetros.

Conforme os dados pluviométricos do EMATER-PI, as precipitações do período foram muito irregulares, já que 71% (setenta e um por cento) de toda a chuva caída nos últimos quatro meses se concentraram no mês de Janeiro/2016, com acumulado de 585,0 milímetros.

Com base nessas informações estatísticas e na comprovação in loco, por meio da visitação realizada em lugares ribeirinhos e, principalmente, nas serras do Riachão, das Guaribas, doOuro e da Fortaleza, técnicos do EMATER estimaram perdas elevadas em todas as culturas anuais (Arroz, Feijão, Milho e Soja) e na Mandioca, que, igualmente, foi seriamente atingida.
Quanto à pecuária, tudo indica que haverá problemas com a alimentação do rebanho bovino. As poucas chuvas de dezembro, fevereiro e março prejudicaram a maturação das pastagens. Com menos alimento disponível para o gado, certamente a produção animal estará reduzida.

Portanto, devido ao período chuvoso totalmente atípico, fato nunca antes visto no cerrado do Piauí, o EMATER-PI estipulou os seguintes percentuais de perdas: ARROZ DE SEQUEIRO - 95%; FEIJÃO (1ª SAFRA) - 65%; MANDIOCA - 76%; MILHO (1ª SAFRA) - 70%; SOJA - 80%.

Fonte: GP1/José Bonifácio - Edição: Henrique Guerra- Portal O Dia


 

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