AVIPE - Associação Avícola de Pernambuco



AVICULTURA RESISTE À CRISE HÍDRICA EM SÃO BENTO DO UNA


Setor gera quase 11 mil empregos diretos e indiretos e ainda não demitiu
Já são quase sete anos sem chuvas em São Bento do Una e as previsões para que essa forte estiagem acabe não são animadoras. A cidade que é a maior produtora de aves e ovos do Norte/Nordeste e a quarta colocada no país tem sofrido sem água para abastecer tanto os moradores, quanto os produtores do setor avícola. Mesmo com a obra emergencial da Adutora de Pau Ferro em Quipapá, que evitou o colapso total do fornecimento de água na cidade, muitas residências e, até mesmo negócios, estão sendo abastecidos por caminhão-pipa com preços que variam de 150 a 250 reais.

Ainda assim, o ramo da avicultura continua forte e resiste como pode graças a habilidade e a força de vontade dos produtores locais, que tem buscado água em cidades como Lajedo, Garanhuns, entre outras da região. Isso tem gerado um custo enorme na produção, que mesmo assim, não para de crescer. De acordo com dados da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), São Bento do Una produz mais de 80 mil quilos de frango de corte por semana, e mais de cinco milhões de ovos por dia. A Granja Almeida é a maior da cidade com três milhões de aves produzindo todos os dias.

Com relação a geração de empregos, a avicultura fornece cerca de 3.500 postos de trabalho diretos e mais de 7.500 indiretos. Do que se sabe, nenhuma das 50 granjas despediu nenhum funcionário por causa da crise hídrica. Porém, todos os empresários falam a mesma coisa: Se a falta de chuvas persistir e não tiver algum incentivo dos governos Estadual e Federal, a produção tende a diminuir e as demissões serão inevitáveis, já que os investimentos feitos na captação de água não podem interferir no produto final.



Fonte: Instituto Ovos Brasil


 

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