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DESEMPENHO DO OVO EM ABRIL E NO 1º QUADRIMESTRE DE 2016


Como sempre, passado o período de Quaresma – quando, em geral, são registradas as melhores cotações do ano - o ovo sofre sensível queda de preços. Foi o que ocorreu em abril. Porém, além da menor remuneração, o produto conviveu com um período de preços erráticos, o que não é comum.

Após encerrarem a Quaresma com o maior valor nominal da história (média de R$86/caixa para o branco extra no atacado paulistano), já no Sábado de Aleluia (26 de março) os preços dos ovos entraram em retrocesso. Iniciaram abril com uma perda de 14% em relação ao pico de preços do ano. E, 30 dias depois, registravam uma perda equivalente a quase o dobro desse índice (-26%), o que significa que fecharam o quarto mês do ano valendo 74% do preço alcançado menos de 40 dias antes.

Sem que os custos tivessem retrocedido, muito ao contrário.De toda forma, no intervalo entre o início e o final do mês esses preços experimentaram ligeira recuperação, mas de curta duração, pois logo houve nova sequência de baixas. E só no último dia de abril – já de olho nos salários de maio e no Dia das Mães – é que o mercado propiciou leve alta ao produto, o que não impediu que o preço médio de abril recuasse quase 20% em relação ao mês anterior, retrocedendo ao menor patamar dos últimos três meses.

Mas nem tudo foi ruim – dirão os alheios ao setor, baseando-se no fato de que em relação a abril de 2015 está sendo registrado ganho de quase 21%, índice bem superior à inflação acumulada nos últimos 12 meses, inferior a 10%. No entanto, o que aparenta ser um excelente resultado é inteiramente falso. Porque há um ano, em abril de 2015, o preço alcançado pelo ovo ficou cerca de 22% abaixo do valor registrado em abril de 2014.

E mesmo em relação a abril de 2013 – ou seja, três anos atrás – o preço atual é, nominalmente, apenas 3,5% superior. Ou seja: está longe de alcançar a inflação acumulada nos últimos 36 meses, da ordem de 25%.E como não há mal que venha sozinho, o custo, neste ano, adquiriu caráter explosivo, que a remuneração recebida não consegue alcançar.

Lá atrás, em abril de 2013, o principal insumo do ovo, o milho, foi comercializado, em média, por pouco mais de R$25,00/saca. Neste último abril chegou ao avicultor, a duras penas, pelo dobro do preço.


Fonte: Avisite – SP 03/05/16

 

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